A economia circular nas embalagens passou a influenciar diretamente a indústria. Hoje, ela afeta o desenvolvimento de produtos e a revisão de processos. Além disso, redefine contratos e orienta decisões de investimento no setor.
Atualmente, o mercado debate inovações, reciclagem e novos materiais. Contudo, as exigências regulatórias e a fiscalização ambiental também crescem no mesmo ritmo. Por isso, surge uma questão estratégica para empresas de papel, celulose e convertedores. Afinal, as responsabilidades de cada participante da cadeia estão claras?
A gestão de resíduos não termina na etapa de fabricação
O ciclo de vida dos materiais exige atenção contínua de todos os elos do mercado. Essa gestão abrange desde a logística reversa até a destinação final dos insumos. Da mesma forma, requer comprovação de metas ambientais e rastreabilidade dos processos.
Na prática, a conformidade exige cuidado com a legislação aplicável. Como exemplo, podemos citar a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Além disso, é preciso revisar os contratos com clientes e fornecedores. O mesmo vale para operadores logísticos e recicladores da rede.
Nesse sentido, é fundamental estabelecer:
- Matriz de responsabilidades: defina claramente quem responde por cada etapa do pós-consumo.
- Documentação exigida: faça a auditoria e o arquivamento de comprovantes operacionais.
- Mecanismos de controle: realize auditorias periódicas sobre obrigações de terceiros.
Afinal, a ausência dessa estrutura gera riscos graves. Consequentemente, uma falha na destinação de materiais por terceiros pode causar multas e danos reputacionais para a sua empresa.
Adequação prática dos processos operacionais e contratuais
Para avançar com a economia circular nas embalagens, os compromissos ESG precisam sair do papel. Portanto, eles devem encontrar correspondência direta na operação diária. Para tanto, a empresa precisa avaliar seus procedimentos internos. É essencial ter contratos bem redigidos e evidências auditáveis. Dessa forma, fica mais fácil comprovar o cumprimento das obrigações ambientais.
Por exemplo, muitas organizações estão desenvolvendo novos designs de produtos. Outras buscam incorporar mais matérias-primas recicladas. No entanto, essa análise de governança deve ocorrer desde a concepção do projeto.
Em suma, integre os setores de jurídico, compliance e operações. Assim, a transição para a economia circular nas embalagens ocorrerá de forma segura, sustentável e eficiente.