O MDIC lançou o novo projeto de economia circular em São Paulo. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) apoia ativamente a iniciativa. O nome oficial da ação é “Ação climática e de biodiversidade por meio de soluções de economia circular” (CB-ACES). Principalmente, essa ação foca em fortalecer as atuais políticas públicas. Ela também apoia diretamente as pequenas e médias empresas (PMEs).
Além disso, a UNIDO implementará essa importante iniciativa no Brasil. O grupo terá apoio técnico do Senai e da organização Adelphi. Por sua vez, o governo da Alemanha financia toda a ação. Isso acontece por meio da Iniciativa Internacional para o Clima (IKI).
Como o projeto de economia circular impacta o setor de madeira?
Os ministérios não citaram o setor madeireiro nominalmente no lançamento. Entretanto, o projeto de economia circular gera um forte impacto direto nesta cadeia produtiva. Isso ocorre especialmente porque a iniciativa envolve os seguintes pontos:
- Economia circular aplicada a cadeias industriais;
- Mitigação da mudança climática e conservação da biodiversidade;
- Adequação a normas ambientais em cadeias globais de suprimentos;
- Apoio financeiro e técnico a PMEs.
Consequentemente, a indústria da madeira conecta-se de forma profunda a esses eixos. Afinal, o setor inclui o manejo florestal, as serrarias, a produção de painéis e a construção civil. Sendo assim, essas empresas adotam práticas muito importantes de sustentabilidade. Isso inclui reaproveitar resíduos, usar biomassa e aplicar o design sustentável. Essas ações práticas dialogam perfeitamente com os objetivos do CB-ACES.
Oportunidades para pequenas e médias empresas
O programa prioriza o desenvolvimento das PMEs. Logo, as empresas do setor madeireiro encontram excelentes oportunidades para crescer. Dessa forma, elas podem aproveitar benefícios em diversas áreas. Veja alguns exemplos:
- Capacitação técnica para criar processos eficientes e sustentáveis;
- Acesso a investimentos voltados para a modernização produtiva;
- Adequação rápida a exigências ambientais internacionais;
- Inserção competitiva em cadeias globais que exigem critérios ESG.
Por fim, Julia Cruz atua como secretária de Economia Verde do MDIC. Segundo ela, o governo federal enxerga a ação como essencial. Portanto, essa iniciativa promove produtividade, inovação e a descarbonização da indústria nacional.