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Desafios da Reforma Tributária no processo de formação de preço para empresas do setor de Papel e Embalagens

  • Publicado em: 09/10/2025

O governo baseia a Reforma Tributária no setor de Papel e Embalagens e na economia geral no Princípio da Neutralidade. Esse princípio propõe um sistema tributário neutro. Assim, ele interfere minimamente nas decisões econômicas dos contribuintes. Essa ideia busca garantir um ambiente justo e competitivo para todas as empresas. Isso vale independentemente do setor ou da atividade exercida. O objetivo central é viabilizar o crescimento econômico para toda a sociedade.

O fim da cumulatividade e os novos tributos

O novo sistema substitui o PIS, a COFINS, o IPI, o ICMS e o ISS. Agora, o governo instituiu dois novos tributos sobre o consumo: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Além disso, os legisladores eliminaram a complexidade da cumulatividade parcial do modelo atual. Eles introduziram a não cumulatividade plena. Nesse novo cenário, os empresários podem compensar o crédito ao longo de toda a cadeia produtiva.

Os criadores idealizaram esse modelo para simplificar e dar transparência à carga tributária. No entanto, ele traz enormes desafios e adaptações para as companhias. O setor de papel e embalagens opera com margens de lucro bastante reduzidas. Portanto, os impactos na formação de preço ganham grande relevância. Essa redistribuição da carga tributária exige uma reestruturação estratégica imediata. Afinal, as mudanças podem elevar significativamente o preço final dos produtos.

Fatores atuais de precificação no setor

Atualmente, os gestores do setor consideram vários fatores relevantes na precificação. Eles precisam manter preços competitivos, cobrir custos e gerar lucro adequado. Veja os principais pontos analisados hoje:

  • Custos fixos e variáveis: Os gestores calculam despesas com matéria-prima, energia elétrica e logística.
  • Margem de lucro: As empresas a definem de acordo com o segmento atendido.
  • Concorrência: Os concorrentes diretos balizam os preços frequentemente. Isso limita a margem de manobra do negócio.
  • Condições de mercado: A variação cambial influencia diretamente o preço da celulose e de químicos importados. Além disso, os ciclos de oferta e demanda de papel reciclado impactam os custos.
  • Aspectos tributários: O ICMS, o PIS, a COFINS e o IPI impactam o preço final. Benefícios fiscais e créditos presumidos também influenciam o valor final.

Principais impactos da Reforma Tributária no setor de Papel e Embalagens

Ao analisar as regras da Reforma Tributária, notamos mudanças profundas na legislação. Elas impactam a estrutura atual de precificação de forma direta:

  • Cálculo do tributo: As empresas calcularão o imposto “por fora”.
  • Não-Cumulatividade Plena: As indústrias aproveitarão o IBS e a CBS de forma integral e automática na cadeia.
  • Tributação no destino: O governo cobrará o imposto no local do consumo, não mais na origem.
  • Base de cálculo mais ampla: O IBS e a CBS incidem sobre todos os bens e serviços. Isso inclui os produtos digitais.
  • Alíquota única padrão: O novo modelo acaba com as variações de alíquotas por produto ou localidade. A lei mantém exceções apenas para regimes específicos e diferenciados.

Essas mudanças afetam diretamente os fatores da formação de preços. Elas alteram os custos operacionais, a margem de lucro e a competitividade geral. Por isso, os líderes financeiros precisam revisar a metodologia de precificação urgentemente.

Ações estratégicas para a nova precificação

Diante disso, recomendamos algumas ações estratégicas fundamentais. Elas auxiliam o processo de precificação no novo modelo tributário:

  1. Mapeamento de tributos: Mapeie todos os tributos incidentes na sua cadeia atual. Estime os créditos que o novo regime vai gerar. Siga rigorosamente a previsão de incidência de CBS e IBS da LC 214/2025.
  2. Revisão de regimes especiais: Revise os regimes especiais e benefícios fiscais atuais da empresa. O novo regime vai extinguir ou alterar muitos desses benefícios.
  3. Reavaliação logística: Reavalie a logística e a localização das suas unidades fabris. A tributação no destino pode mudar drasticamente os custos operacionais.
  4. Planejamento tributário digital: Reforce o planejamento tributário corporativo. Invista em sistemas e digitalização para garantir a conformidade fiscal. O novo modelo exige controle e transparência na geração de créditos.

Em conclusão, o novo sistema tributário já é uma realidade no Brasil. Ele afeta diretamente a formação de preços no dia a dia. As empresas precisam se adequar às novas regras para manter a competitividade mercadológica. Os gestores devem revisar custos e reavaliar suas estratégias de precificação agora mesmo. Ignorar essa realidade traz impactos financeiros negativos. Essa inércia pode até comprometer a viabilidade do negócio no longo prazo.

Foto de Ana Carolina Zanon de Rezende

Ana Carolina Zanon de Rezende

Bacharel em Direito – Universidade Cândido Mendes – 2014. OAB/RJ 200.937. LLM em Direito Tributário – Fundação Getúlio Vargas – 2018.

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