Recentemente, a Folha de São Paulo publicou uma notícia importante para o setor de eletromóveis. Nesse sentido, o governo paulista quer entrar na guerra fiscal. Afinal, o grande objetivo é recuperar as indústrias de eletrodomésticos. Isso acontece porque muitas empresas mudaram para estados que já concedem benefícios fiscais de ICMS.
Por isso, em 30 de junho de 2025, o governador de São Paulo enviou um pedido ao Presidente da Assembleia Legislativa. Dessa forma, ele solicitou autorização para conceder novos incentivos fiscais. Acima de tudo, a medida visa atrair fábricas de liquidificadores, airfryers e ventiladores de mesa. Assim, o governo espera impulsionar a economia local rapidamente.
Inicialmente, técnicos da Secretaria de Fazenda motivaram esse pedido. Em seguida, eles apresentaram uma lista preocupante. De fato, diversas empresas do segmento deixaram o Estado recentemente. Em outras palavras, elas buscaram locais com benefícios fiscais mais atrativos. Como exemplo, cidades como Itatiaia (RJ) e Balneário Piçarras (SC) receberam essas indústrias.
Sendo assim, o governo deseja atrair novamente essas antigas fábricas. Ainda assim, o Estado também planeja conceder os benefícios para novas empresas interessadas.
Por outro lado, as projeções oficiais mostram o custo dessa iniciativa. Certamente, os benefícios custarão entre 12 e 13,5 milhões de reais por ano aos cofres paulistas. Para isso, o plano inclui o diferimento e a suspensão do ICMS. De forma similar, essa isenção vale para a compra de matérias-primas e produtos intermediários. Além disso, o governo também concederá crédito de ICMS na saída das mercadorias. O propósito, portanto, é manter a carga tributária baixa. Consequentemente, as taxas ficarão em 3% nas operações internas e 1,5% nas interestaduais. Contudo, essa regra não se aplica para as vendas ao consumidor final.
Impactos no varejo e no setor de eletromóveis
Sem dúvida, São Paulo pretende beneficiar a indústria e recuperar suas fábricas. Como resultado, essa ação gera fortes impactos no varejo do setor de eletromóveis. Portanto, podemos destacar os seguintes pontos positivos:
- Aumento da oferta interna: Antes de mais nada, o retorno dessas indústrias aumenta a disponibilidade de produtos. Logo, os varejistas paulistas e regionais terão muito mais opções no mercado.
- Redução de custos logísticos: Em segundo lugar, fábricas mais próximas dos grandes centros reduzem o custo do frete. Desse modo, os varejistas gastarão menos com logística na compra de estoques. Inegavelmente, o transporte percorrerá distâncias bem menores do que as viagens vindas de outros estados.
- Melhores condições de compra (B2B): Da mesma forma, a redução da carga tributária otimiza os custos de produção das fábricas. Por sua vez, esse benefício fiscal permite oferecer preços mais competitivos aos distribuidores. Consequentemente, os varejistas melhoram suas margens de lucro. Ainda mais, eles também podem repassar essa vantagem ao consumidor através de promoções atrativas.
- Fortalecimento da cadeia local: Por fim, a atração de novas indústrias fortalece a cadeia produtiva paulista. Com efeito, uma rede robusta garante maior estabilidade e previsibilidade no abastecimento. Em suma, isso reduz significativamente os riscos de ruptura de estoque nas lojas.
O futuro do setor de eletromóveis em São Paulo
Em resumo, os novos benefícios fiscais impactarão diretamente a produção industrial. Adicionalmente, as transações comerciais entre as empresas também ganharão muita força. Por consequência, as vendas ao consumidor final sentirão os efeitos positivos dessa mudança. Em conclusão, a revitalização da base industrial paulista promete transformar e aquecer o setor de eletromóveis nos próximos anos.
Fontes:
São Paulo bate recorde de arrecadação com ajuda de imposto sobre herança e parcelamentos de ICMS
Benefícios fiscais de R$ 35 bi podem ser extintos até 2027
Geração Z influencia 6 a cada 10 compras de eletrodomésticos, diz Brastemp
São Paulo entra em guerra fiscal para recuperar industrias de eletrodomésticos